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Archive for November, 2009

Por vezes…

Por vezes sentimo-nos assim: perdidos, desamparados, sozinhos, apáticos… Completem vocês a lista, pois tenho a certeza que já tomaram o gosto de sensações para as quais não encontram palavras que as exprimem. Pois esta semana tenho sentido estas emoções desesperantes e as questões de sempre gritam nestas alturas; olho para o meu curso e apetece-me fugir, não gosto de estudar, sentir a pressão dos trabalhos e outros elementos de avaliação, de responder perante entidades bem mais inteligintes que eu que gostam de fazer com que os alunos se sintam burros; a minha vida amorosa não está melhor, sozinha e, pior, sem vontade de estabelecer qualquer relação com os rapazes -que se julgam homens – do meu meio social. Tanto os que já assumiram corpos de homem, como os mais atrasados cuja carinha de bebé possui uma barba irregular e escassa, vivem essencialmente para uma coisa: a noite. E o que é esta noite? Alcool, miudas, curtes, drogas, podridão, degredo, sexo… Talvez eu seja o problema, não bebo, não tenho coragem de beijar um homem só porque me apetece, nem tenho sexo só porque me pede. Sim, talvez seja este meu feitio contido e medroso o problema, contudo já aprendi a respeitar-me, e é assim que me respeito.
Tenho de confessar que tenho também um complexo de inferioridade. Por vezes, quando bate aquela noção de invisibilidade, de medíocridade, o silêncio e a solidão que se seguem esmagam-me. Por vezes, vejo os outros a seguirem a sua vida, a integrarem-se em grupos e ideias, enquanto eu sou deixada do lado de fora. Sei que sou eu que tenho de agir, dar o passo que nos separa, invocar a palavra que os chama, contudo raamento o faço. Ou por medo, ou por cansaço.
Por vezes, encontro o conforto na comida, em séries, filmes e livros. Outras na companhia de uma ou duas pessoas, no máximo. Em grandes grupos nunca me sinto à vontade, guardando o meu pequeno e aprendiz eu.

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